Encostei um punhado de palavras proibidas, daquelas que nunca te disse por serem sabidas, à sombra de uma roseira, veio o vento e sentou-se à minha beira:
-Porque choras dessa maneira?
As lágrimas não fazem crescer as flores e as flores não brotam de tantas dores. O canteiro que semeaste é feito de poucas cores, uma tela escura, duas pinceladas de amargura e um traço de ternura.
Um arrepio cobriu a terra de frio e nunca mais se ouviu um pio...
Colhi gota a gota o sorriso que tinha perdido, e com um ar contido, depositei no sopro do vento tudo o que me tinhas prometido.