
Numa manhã de Outono, veio um forte sono!... e num silêncio medonho, roubou o sonho que tinha bordado com os fios do teu ar risonho.
Na ilha, nunca mais amanheceu, um vulcão adormeceu nos braços de uma lagoa cor do céu, a terra arrefeceu e tudo o que um deus teceu, transformou-se numa densa bruma em forma de véu!
O sono é feito desta paisagem deserta, é uma luz encoberta quando a vontade já não aperta, uma enorme planície aberta onde o sonho se liberta. No vazio as flores não têm cor, perde-se o odor, o caminho faz-se sem dor!
- Ah, Cotovia!... Quem viu ao lado de quem te queria…
Seria alquimia de quem te via?!
Seria alquimia de quem te via?!






